quinta-feira, 28 de outubro de 2010

TIRINHAS SUPER ENGRAÇADAS

Tirinhas engraçadas
Você deve estar se perguntando o que são tirinhas engraçadas, então ai vai a resposta, as tirinhas engraçadas são quadrinhos de desenhos, tipo o da “turma da Mônica”, mas são coisinhas pequenas, não como nos gibis, eles têm cerca de três ou quatro quadrinhos em formas de tirinhas.
As tirinhas cada vez mais vêm ganhando espaço, no que antes era algo concentrado apenas em livros infantis e gibis, hoje o leque cresceu muito, passando a ser encontrando em qualquer jornal, revistas e até em livros didáticos, servindo como mediadores de ensinamento. É muito comum também encontrar em provas de vestibulares e Enem. Isso é comum em seção dedicado à matéria português, as tirinhas vêm como textos, só que visuais, assim você deve interpretar a ação que a tirinha mostra!
As mais conhecidas tirinhas são sem duvida as americanas, e a mais legais talvez seja a de “Hagar, o viking”, que sempre traz aventuras engraçadas do viking com a sua esposa, que sempre conta as suas loucuras o trazendo para o mundo real. As melhores tirinhas engraçadas saem toda a semana nós jornais americanos, sendo que as do jornal “The New York Times” são as mais conhecidas em todo o mundo já que este é o maior jornal americano.
As tirinhas mais conhecidas aqui no Brasil são de Mauricio Ricardo com a “Turma da Mônica”. Atire a primeira pedra quem nunca leu um Gibi da “turma da Mônica” praticamente o impossível. As tirinhas sempre mostram uma mensagem subliminar por trás, é um humor critico. Todos riem, mais se analisar friamente verão que as tirinhas mesmo engraçadas trazem um significado especial, por isso hoje muitas editoras montam livros didáticos com tirinhas!
Agora acompanhe o mural de tirinhas engraçadas abaixo, deixe seu comentário dando seu pitaco se gostou de alguma ou se precisamos melhorar em algo!
tirinhas engraçadas
tirinhas super legal
tirinhas da semana
tirinhas mais legais

www.alienado.net/tirinhas-engracadas

domingo, 24 de outubro de 2010

Resumo de estudo

Ao buscarmos um tema, em Língua Portuguesa, para o nosso Trabalho de Conclusão de Curso, focamos nosso interesse nas várias linguagens que permitem as crianças inserirem-se no mundo letrado. E, dentre inúmeras opções de instrumentos de leitura, decidimos trabalhar com as histórias em quadrinhos (HQ). Afinal, nessa era de comunicação e informação, a sociedade não mais permite leituras que objetivem uma única interpretação, estável e universal, nem mesmo leitores apenas de livros. Pelo contrário, hoje é cada vez mais necessário que o sujeito seja capaz de compreender as variadas linguagens e os múltiplos códigos que o envolvem como, por exemplo, pintura, cinema, teatro, propaganda, histórias em quadrinhos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (Brasil 2000) apontam, como um dos objetivos do ensino fundamental para a Língua Portuguesa, que os alunos sejam capazes de utilizar as diferentes linguagens – verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação. Para isso, defendem os PCN que é preciso a escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los. Nesse sentido, acreditamos que a multimodalidade existente nos quadrinhos facilite e estimule os educandos à prática da leitura, uma vez que o contato com esse gênero textual, leve e agradável, possibilita uma intimidade com o ato de ler.
Entre todas as linguagens que fazem parte do mundo contemporâneo, há uma que realiza a integração entre a linguagem escrita e a linguagem visual: a das histórias em quadrinhos. Estas vêm se consolidando como um importante instrumento de difusão cultural e de formação educacional para pessoas de diferentes faixas etárias. É por meio dos quadrinhos que a maioria das crianças e dos adolescentes entra em contato com as linguagens plásticas desenhadas e com narrativas, iniciando seu contato com linguagem cinematográfica e a literatura, e adquirindo, assim, o gosto pela leitura. Segundo Higuchi (1997, p.53), “no caso das HQ, a criança poderá ter seu prazer ampliado, desenvolvendo sua capacidade de leitura”.
extratos mais Histórias em quadrinhos na sala de aula [...] Os quadrinhos apresentam também uma linguagem bem parecida com a do cinema. A diferença é que, no cinema, as imagens estão em movimento constante, ao passo que nos quadrinhos elas são estáticas. No entanto, apesar de carecer de movimento, sugerem-no. O leitor é quem lhe atribui movimento e continuidade em sua imaginação, "o que demanda um trabalho cognitivo maior por parte do leitor, de modo a preencher as lacunas e reconstruir o fluxo narrativo." (MENDONÇA, 2002, p. 196). Quanto à tipologia textual, as HQ são predominantemente do tipo narrativo. [...]
[...] 3.5 - PROCEDIMENTOS Com base nos objetivos propostos nesta pesquisa e a partir de reflexões acerca dos paradigmas teóricos e metodológicos em pesquisa social, utilizamos, para a execução deste trabalho, o modelo qualitativo interpretativo. Afinal, a Pedagogia se adapta bem às ciências sociais e entendemos que "(...) os pesquisadores são ao mesmo tempo sujeito e objeto de suas próprias pesquisas." (SANTOS FILHO, 2001, p. 31). A análise das atividades desenvolvidas em sala de aula com o gênero HQ foi realizada a partir do levantamento dos elementos que envolvem a prática pedagógica - no que diz respeito ao ensino da leitura - tais como: a relação dos materiais, de que forma a linguagem dos quadrinhos foi explorada, quais os conteúdos de Língua Portuguesa trabalhados, quais os objetivos didático-pedagógico que norteiam a prática do educador e quais os processos avaliativos adotados. [...]
[...] R de S. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: Dionísio, A. P.; Machado, A. R.; Bezerra, M. A. (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, pp. 194-207. MINAYO, M. C. de S. (org). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Vozes, 2002. SANTOS FILHO, J. C. Pesquisa quantitativa versus pesquisa qualitativa: o desafio paradigmático. In: GAMBOA, S. S. (org.). Pesquisa educacional: quantidade-qualidade. São Paulo: Cortez, 2001, pp. 13-59. SERPA, D. ; ALENCAR, M. [...]
[...] 1 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS 2.1.1 Analisar as atividades desenvolvidas em sala de aula com gênero histórias em quadrinhos; 2.1.2 Averiguar quais os conteúdos selecionados e trabalhados nas aulas com histórias em quadrinhos; 2.1.3 Verificar como os professores exploram a linguagem dos quadrinhos como prática de leitura; 2.1.4 Identificar os recursos materiais utilizados para o ensino da prática de leitura com o gênero textual quadrinhos; 2.1.5 Investigar os objetivos didático-pedagógicos quanto ao uso dos quadrinhos em sala de aula; 2.1.6 Investigar como é feita a avaliação da aprendizagem nas situações em que é utilizada a HQ; 2 - MARCO TEÓRICO 2.1 LEITURA Em nossa cultura grafocêntrica, o acesso à leitura é tido como intrinsecamente bom. [...]
[...] 1. Na primeira atividade a professora solicita que os alunos elaborem uma HQ, reproduzindo a história lida anteriormente (também HQ) da Emília (Anexo 4). Para essa atividade a professora utilizou folhas de ofício (dobradas em formato de revista), lápis de cor e giz de cera. Os materiais foram entregues aos alunos. Em seguida a professora diz: P.: Vamos escolher um novo título para a historinha Os alunos apresentaram várias propostas de títulos. A professora escreve no quadro os títulos sugeridos. [...]
[...] In: Chiappini, L. (org.). Aprender e ensinar com textos não escolares. São Paulo: Cortez, 1997, pp. 125-154. INFANTE, U. Curso de gramática aplicada aos textos. São Paulo: Scipione, 2001. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LUCKESI, C. C. Avaliação da Aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2003. LUYTEN, S. São Paulo: Brasiliense, 1993. MAGALHÂES, L. C. Em defesa dos quadrinhos. In: Zilberman, R. (org.). A produção cultural para a criança. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990, pp. [...]
[...] A linguagem verbal vai aparecer, principalmente, para expressar a fala ou pensamento dos personagens, a voz do narrador e os sons envolvidos nas narrativas apresentadas, mas também estará presente em elementos gráficos: cartazes, cartas, vitrines, etc. A seguir veremos como foi trabalhada a mensagem lingüística das HQ nas atividades realizadas durante as aulas: . Exploração da linguagem verbal da capa de um gibi (Anexo 4). Os alunos, mediados pela professora, fizeram a leitura verbal da página inicial do gibi e discutiram sobre o que seria tratado nas páginas seguintes. [...]
[...] 12) define esse gênero como "articulação de signos gráficos, visuais e verbais como prática significante narrativa fundada na mais pura visualidade". Denominadas por Eisner (1989) como arte seqüencial, as HQ são uma forma de linguagem que combina imagem e texto e que, através do encadeamento de quadros, narra uma história ou ilustra uma situação. Descobrir o funcionamento dessa parceria demanda atividade lingüístico- cognitiva contínua pelos leitores (MENDONÇA, 2002). No entanto, Magalhães (1990) diz que o que é fundamental na HQ não é sua dupla natureza sígnica, mas o fato de que ela conta uma história relacionando personagens, enredo, tempo, espaço e ponto de vista. [...]
[...] Não observamos atividades que contemplassem questões de tamanho e espessura de letras e elementos constituintes (personagens, seqüência temporal, trama/enredo). No que diz respeito aos objetivos didático-pedagógicos, identificamos que a professora buscou levar o aluno a: . Refletir sobre os elementos visuais e verbais do gênero HQ; . Utilizar estratégias de leitura como antecipações e inferências para compreender a HQ a partir da capa. . Desenvolver estratégias de produção textual; . Compreender que a mensagem lingüística dos quadrinhos se dá através de duas formas: o diálogo e a narrativa; . [...]
[...] Equivale ao discurso direto em textos literários. É importante que o professor trabalhe as marcas da oralidade nas HQ. . Leitura por meio da qual se explorou a legenda (narrador) na HQ. Ao longo da leitura de um gibi (Anexo 4), professora e alunos discutiram quanto à voz onisciente do narrador da história. O debate entre eles girou em torno da voz presente nas legendas. Eis trechos das falas: P.: De quem é essa fala? Aluno: Do narrador. Constatamos que não foi aprofundada a discussão quanto ao papel da legenda (voz do narrador), para situar o leitor no tempo e no espaço, indicando mudança de localização dos fatos, avanço ou retorno no fluxo temporal, expressões de sentimentos ou percepções dos personagens. [...]
[...] A produção da leitura na escola. São Paulo : Ática, 1995. SILVA, L. L. M. O ensino da Língua Portuguesa no primeiro grau. São Paulo: Atual, 1986. SILVA, N. M. da. Fantasias e cotidiano nas histórias em quadrinhos. São Paulo: Annablume, 2002. SOARES, M. B. As condições sociais da leitura: uma reflexão em contraponto. In: ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. (orgs.). Leitura: Perspectivas interdisciplinares. São Paulo: Ática, 2000. SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Porto Alegre : Artmed, 1998. SUASSUNA, L. [...]

www.educador.brasilescola.com/.../historia-quadrinhos.htm -

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AS TIRINHAS EM QUADRINHO

As tirinhas, são narativas curtas, desenvolvidas geralmente em três quadros, no nosso caso são onze quadros,  pois esta foi uma tirinha especial de Carnaval. Ao leitor, é exigido o conhecimento prévio, são caracterizados com o auxilio dos dialogos somados a elementos visuais, mais especificamente pela inferência sugerida no ultimo quadrinho: alguém deve se sentir como o personagem,  já que ele se sente como outra pessoa. O desfecho inesperado, é o que provoca o efeito de humor. O que reforça a idéia de que a história surpreeende em seu final é a expressão facial e o que é dito, sugerindo ao leitor um ar de desdém. A fonte de comicidade reside mais nos elementos verbais, o aspecto visual, embora importante é tido como complementar, assim a explicação se ancora em elementos linguísticos. Existem casos que o aspecto visual, sobrepõe-se ao verbal, a fonte da comicidade, está na leitura visual e na inferência que ela permite. Vale mensionar que ocorre narrativas que apresentam um quadro só e sem diálogos, além de que tem como elemento mediador ou disjuntor um recurso visual e não linguísticos. Ainda e
tem casos em que os elementos visuais e verbais trabalham de forma mais harmoniosas sendo ambos  igualmente relevantes.As tirinhas em quadrinhos,  são definidas por Santos (2002), como uma forma de comunicação visual impressa que se soma a elementos verbais para compor uma narrativa. Pode ser publicada de diversas maneiras, entre elas em formato de tirinhas, como vemos diariamente nos cadernos de cultura dos jornais de nosso estado.Segundo Santos as tirinhas podem ser apresentadas de duas forma distintas: A primeira como trecho de uma narrativa maior em que apenas uma parte da historia é apresentada ao leitor, o funcionamento seria parecido com o de uma novela de televisão em que o telespectador vivencia em doses diárias uma história mais longa. Nas tirinhas, a cada dia, o leitor lê um pedaço da aventura (servem de exemplo os personagens de Mandrake e Fantasma entre outros) que  em gera não tem cunho cômico. A segunda é a que nos interessa, é a tirinha humoristica, como foi chamada pelo autor. Seria uma história que apresenta uma gag, termo entendido por Santos como uma piada diaria, dado que na maioria dos casos, é publicada diariamente pelos jornais. Para explicar esse tipo de tirinha, vale o texto de Morin (1973)., a autora européia aborda textos de humor, ou historietas cômicas, como foi traduzido para o português,  tais produções teriam em comum três funções:  A normalização apresentava os personagens, a locutora de deflagração colocaria o problema a serresolvido e a interlocutora de distinção se encarregaria de transitar a narrativa vigente de um modo sério para o modo cômico. A mudança de um desfecho "absurdo" o suficiente para causar humor no interlocutor.
O uso das tirinhas em quadrinhos contribui com o trabalho do professor em níveis diferentes de ensino, visto que é um roteiro de fácil acesso aos alunos para entretenimento e lazer. As historias em quadrinhos abordam vários temas nos quais o professor pode escolher as que melhor satisfazem as necessidades do seu planejamento.Pesquisa realizada recentemente declarou que, fica mais fácil o processo de aprendizagem e memorização quando estabelecemos a ligação com o conhecimento prévio do aluno. A revista Nova Escola publicou em abril de 1998 uma reportagem intitulada "Quadrinhos poderosa ferramenta pedagógica" na qual há depoimentos de professores que afirmam que 100% dos alunos gostam de historias em quadrinhos. Portanto, é recomendável o uso em historias em quadrinhos, podemos observar na historinha da "Cambada do Feioso" fatores que implicam na capacidade de observação e expressão, aguça o senso de humor e a leitura critica; correlaciona mensagem verbal e não verbal, assim como também a cultura formal e informal. Alem de conhecer e respeitar as variantes lingüísticas do português falado desvendando as formas coloquiais da linguagem.As tirinhas ajudam a aproximação das informações cientificam artísticas e históricas da realidade social do aluno, ajudando a desenvolver melhor a produção de textos. Do ponto de vista governamental, os quadrinhos são vistos, como ferramenta bastante atraente para estimular a leitura dos alunos. O que pode ser comprovado através do MEC, pois o mesmo acredita que a inclusão dessas obras, facilita o aprendizado das crianças em temas mais difíceis. É interessante que o professor ofereça a seus alunos, as tirinhas ou revistas em quadrinhos e de imagens, como outra opção de formas gráficas para se contar historias e também na exemplificação da língua portuguesa usada no cotidiano.

Leide Vilma Pereira Santos
www.webartigos.com/...Tirinhas.../pagina1.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Concepções de linguagem alteram
o que e como ensinar

Produção de texto. Foto: Gustavo Lourenção

Entenda por que a prática diária da leitura e a escrita, em atividades mediadas pelo professor, são fundamentais quando se considera a linguagem como forma de interação social

Na década de 1970, uma transformação conceitual mudou as práticas escolares. A linguagem deixou de ser entendida apenas como a expressão do pensamento para ser vista também como um instrumento de comunicação, envolvendo um interlocutor e uma mensagem que precisa ser compreendida. Todos os gêneros passaram a ser vistos como importantes instrumentos de transmissão de mensagens: o aluno precisaria aprender as características de cada um deles para reproduzi-los na escrita e também para identificá-los nos textos lidos.
Ainda era essencial seguir um padrão preestabelecido, e qualquer anormalidade seria um ruído. Para contemplar a perspectiva, o acervo de obras estudadas acabou ampliado, já que o formato dos textos clássicos não servia de subsídio para a escrita de cartas, por exemplo.
Segundo a pedagoga especializada em linguística, Kátia Lomba Bräkling, nessa concepção, a língua é um código e escrever seria o exercício de combinar palavras e frases para formar um texto. Assim, o ensino precisava focar prioritariamente as estruturas – os substantivos, os verbos, os pronomes, etc. – que compõem a língua e seus usos corretos.
Em pouco tempo, no entanto, as correntes acadêmicas avançaram mais. Mikhail Bakhtin (1895-1975) apresentou uma nova concepção de linguagem, a enunciativo-discursiva, que considera o discurso uma prática social e uma forma de interação - tese que vigora até hoje. A relação interpessoal, o contexto de produção dos textos, as diferentes situações de comunicação, os gêneros, a interpretação e a intenção de quem o produz passaram a ser peças-chave.
A expressão não era mais vista como uma representação da realidade, mas o resultado das intenções de quem a produziu e o impacto que terá no receptor. O aluno passou a ser visto como sujeito ativo, e não um reprodutor de modelos, e atuante - em vez de ser passivo no momento de ler e escutar.
 
PAPEL DE ESCRIBA Eleger um jovem para escrever
as produções orais incentiva a construção coletiva.
Foto: Drawlio Joca
Essas ideias ganharam suporte das pesquisas que têm em comum as concepções de aprendizagem socioconstrutivistas, que consideram o conhecimento como sendo elaborado pelo sujeito, e não só transmitido pelo mestre. Entre os principais pensadores estão Lev Vygostsky (1896-1934) - que mostrou a importância da interação social e das trocas de saberes entre as crianças - e Jean Piaget (1896-1980) - pai da teoria construtivista.
Nos anos 1980, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, autoras do livro Psicogênese da Língua Escrita, apresentaram resultados de suas pesquisas sobre a alfabetização, mostrando que o aluno constrói hipóteses sobre a escrita e também aprende ao reorganizar os dados que têm em sua mente. Em seguida, as pesquisas de didática da leitura e escrita produziram conhecimentos sobre o ensino e a aprendizagem desses conteúdos.
Hoje, a tendência propõe que certas atividades sejam feitas diariamente com os alunos de todos os anos para desenvolver habilidades leitoras e escritoras. Entre elas, estão a leitura e escrita feita pelos próprios estudantes e pelo professor para a turma (enquanto eles não compreendem o sistema de escrita), as práticas de comunicação oral para aprender os gêneros do discurso e as atividades de análise e reflexão sobre a língua.
A leitura, coletiva e individualmente, em voz alta ou baixa, precisa fazer parte do cotidiano na sala. "O mesmo acontece com a escrita, no convívio com diferentes gêneros e propostas diretivas do professor. O propósito maior deve ser ver a linguagem como uma interação", explica Francisca Maciel, diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), em Belo Horizonte.
O desenvolvimento da linguagem oral, por sua vez, apesar de ainda pouco priorizado na escola, precisa ser trabalhado com exposições sobre um conteúdo, debates e argumentações, explanação sobre um tema lido ou leituras de poesias. "O importante é oferecer oportunidades de fala, mostrando a adequação da língua a cada situação social de comunicação oral".
Trecho adaptado da reportagem O papel das letras na interação social.
O QUE ENSINAR
COMO ENSINAR
 

domingo, 17 de outubro de 2010

Exercício de interpretação com charge sobre Lula


Exercícios para docentes contendo charges não são muito comuns, mas são cada vez mais cobrados nos exames vestibulares. Trago aqui uma proposta de exercício de interpretação para ser usada em sala de aula por professores e por alunos que desejam aumentar sua capacidade de interpretação em exercício contendo charges.
Lula_Band_Pirata
Leia.
Pirata: substantivo de dois gêneros
- aventureiro dos mares que pilha navios mercantes e povoações costeiras; corsário

- Derivação: por extensão de sentido. - bandido, ladrão

- Derivação: sentido figurado.- indivíduo namorador, galanteador
          adjetivo de dois gêneros

- diz-se do que é realizado com apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual - Ex.: disco p., livro p. 

- que opera ou transmite sem autorização, de maneira clandestina (diz-se de estação de rádio ou de TV)
Veja agoram algumas questões relativas ao texto:

1. Com base nas definições acima, explique qual dos sentidos do termo pirata se aplica ao diálogo presente na primeira cena do cartum. Que elementos, presentes na imagem, permitem que se atribua um sentido específico a esse termo?

2. "Pois tirem o pirata e tragam o original". Como o senhor de terno azul espera que essa ordem seja entendida por seus auxiliares? Como os auxiliares interpretam a ordem dada?

3. O gesto inesperado dos auxiliares pode ser compreendido somente a partir de informações presentes no cartum? Explique.
Leia o texto.
A melhor história dos últimos tempos é essa do Lula assistindo a um DVD pirata de 2 filhos de Francisco era pleno ar. Ou melhor, em pleno AeroLula, aquele avião que é dele, mas não é. Para o PT, foi um baita azar de Lula, que não sabia de nada. Para a oposição, é um escândalo sem precedentes. Para o Planalto, a culpa pelo DVD pirata é do mordomo. Ops! Do ajudante-de-ordens, que vem a ser o oficial que cuida de tudo na rotina do presidente. [...] CATANHÊDE, Eliane. Pirataria. Folha de S.Paulo, São Paulo, 11 nov. 2005. (Fragmento).
4. As informações presentes no texto ajudam a interpretar as duas cenas do cartum. Com base nelas, diga quem é o senhor de terno azul e qual sua função.  Quem é o indivíduo de camiseta vermelha?

5. Com base no texto, como pode ser explicada a interpretação que os auxiliares dão à fala "tirem o pirata e tragam o original"?

Vocês podem ver que como a leitura do cartum demonstra, existe uma forte relação entre o sentido dos enunciados e a situação em que eles são utilizados. A análise das informações que nos permitem identificar a situação a que um texto está associado mostra/apresenta o contexto no qual ele está inserido. Isso é o que venho também, abordando no blog Análise de Charges. Visitem-no.
 
www.analisedetextos.com.br/.../exercicio-de-interpretacao-com-charge.html
 
 

                        I N P S 

O problema da saude e' antigo
"Charges" foram feitas sobre o tema
O Governo não melhora, sempre teima
Parece ate' que usa isto como lema

E agora que a CPMF acabou...
Diziam que era da saude uma parte
Mas com aquele dinheiro fizeram arte
A saude faliu ate' o Congresso, pediu uma parte

Não resolvendo nada so' enrolou
O pobre coitado do povo sofrido
Que antes sempre foi mui destemido
Agora não fala nem rebate, so' da' gemido

Enquanto os grandes la' de fora so' engordam
Com os milhões que arrecadam do pobre povo
Que paga 74 impostos catalogados
Ainda e' obrigado a eleger eles de novo

LEITURA, SENTIDO E HUMOR