quarta-feira, 23 de março de 2011

LUTEMOS PELA CONSCIÊNCIA NEGRA!


O ano de 2011 foi definido pelo alto comissariado das Nações Unidas como o ano internacional dedicado as populações afrodescendentes e o Brasil tem um papel de destaque neste processo que visa repensar as relações que o Estado e a sociedade como um todo tem se colocado na perspectiva de apontar para uma dinâmica de reconciliação que passa pelo empenho na luta contra o racismo e na garantia da cidadania plena para a população negra de nosso país.
É tarefa de todos e todas garantir na esfera publica o necessário debate sobre o fim da invisibilidade e marginalização em que se encontram os negros e negras de nosso país quando nos é negado o direito a nossa história e a oportunidades de desenvolvimento humano que o processo perverso da escravidão nos negou e ainda nos dias atuais nos é negado.
O processos de discussões com perspectiva a construirmos uma nova realidade que todos e todas buscamos, faz do ano de 2011 um ano importante para os afrodescendentes em especial para a juventude negra brasileira que vislumbra uma serie de oportunidades e desafios que serão pautados a partir da nossa grande capacidade de mobilização e coesão política.
2011 será palco da realização de espaços estratégicos para a organização da juventude negra brasileira onde serão discutidas reivindicações em prol do desafio de eliminarmos o racismo e qualquer forma de discriminação e intolerância que atinge a população negra.
Realizaremos este ano o III Encontro de Negros, Negras e Cotistas da UNE (ENUNE), fórum este que vem se referenciando pela sua regularidade e grande capacidade de formulação em defesa das políticas de ações afirmativas para acesso da população afrodescendente no ensino superior, esta que é umas das mais antigas pautas do movimento negro brasileiro e que compreende o processo de elitização da formação universitária que historicamente tem negado a população negra a sua inclusão.
Cabe ao movimento social a partir de sua intervenção direta propor ao poder publico que institucionalize políticas e programas que visam combater os efeitos perversos da discriminação sofrida pela juventude negra no ambiente escolar e ofereça condições iguais na oportunidade de ingresso e permanência no ensino superior.
Organizações juvenis que constroem a luta antirracista e pela busca da promoção da igualdade racial de todo o país, neste momento estão construindo este que será o II Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE) fruto da experiência exitosa do primeiro encontro que em 2008 reuniu jovens negros e negras a fim de denunciar a violência com a qual a nossa juventude é submetida cotidianamente nas periferias das cidades e no campo pelas mãos do aparelho de segurança do estado. Coube a este importante fórum também oferecer a denuncia do processo sistemático de exclusão que nossa juventude vem sofrendo por parte do poder publico que insisti em não nos compreender como sujeitos de direitos mesmo diante de aviltantes indicadores que nos colocam a níveis profundamente desiguais em relação à juventude branca, seja quanto as taxas de analfabetismo, no acirramento das desigualdades no mundo do trabalho, no crescente aumento da população carcerária entre outros.
O ENJUNE permitiu a juventude negra brasileira se sua auto-organizar e proporcionou a criação do Fórum Nacional de Juventude Negra (FONAJUNE) espaço de articulação com perspectiva de ação e intervenção social.
Para além de reivindicarmos as garantias de nossos direitos, também queremos ser parte integrante desse processo e a conferencia nacional de juventude convocada para este ano tem um papel central nesta construção de um novo patamar na relação entre o poder publico e a juventude negra.
As dinâmicas de conferencias permitem ao conjunto da população o desenvolvimento da consciência critica e participação no processo decisório, perspectiva esta que remete à cristalização dos direitos civis, políticos e sociais, caracterizando uma situação de inclusão e de pertencimento dos cidadãos à comunidade política.
É importante salientar que durante a Iª conferencia nacional de juventude foi incorporada como resolução central os encaminhamentos tirados no encontro nacional de juventude negra.
O ano de 2011 proporcionará importantes fórum que nos permitirão pavimentar o caminho para a elaboração de políticas publicas que dialoguem com a realidade vivida hoje pela juventude negra e que seja fomento para erradicarmos indicadores que historicamente nos colocam em desvantagens materiais e políticas em relação ao conjunto da sociedade brasileira.
Caberá a juventude negra a partir de suas intervenções nestes diferentes espaços equacionar a dupla perspectiva que nos colocam como demandantes de políticas publicas que visam a superação das desigualdades e a promoção da cidadania plena e agentes estratégicos no processo de desenvolvimento de uma sociedade plural e profundamente democrática.

Clédisson Júnior é diretor de Combate ao Racismo da UNE e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR/PR

PARA REFLETIR!!!

A didática como arte

     Já se foi o tempo em que os melhores professores eram os que tinham mais informações e dominavam maior número de conteúdos disciplinares.
     Com a dinaminicidade do mundo globalizado, os conteúdos envelhecem rapidamente as informações científicas ficam cada vez mais provisórias e os antigos paradigmas do ensino dão lugar a novas formas de se encarar a DIDÁTICA para que esta possa atender aos desafios da modernidade.
     Neste sentido a DIDÁTICA tem perdido cada vez mais seu caráter instrucional baseada em aulas e provas repetitivas para assumir, com vigor, o “status” de arte. Arte que jamais descarta as informações científicas, pois sem elas não se pode conhecer e manipular o mundo. Arte que, por outro lado, sabe que essas informações só serão relevantes se forem impregnadas de estética e beleza. Afinal, conhecimentos científicos são indispensáveis, mas sozinhos são impotentes para transformar massas disformes em pessoas cidadãs.
     Não basta ao professor ter parâmetros curriculares. É-lhe imprescindível o segredo da sedução. O educador, profissional e artista, deve ter a magia de fazer sonhar. E sonhos dão vida aos argumentos, aos conteúdos, às lições... “Só se convence abrindo as avenidas dos sonhos” afirmava o filósofo e mestre da didática Gaston Bachelar.
     Pensando assim, a DIDÁTICA contempla alguns princípios significativos que precisam estar na pele e nos poros do educador contemporâneo. Compreendê-los significa aperfeiçoar a prática docente. Aplicá-los no dia a dia significa dar ao cotidiano pedagógico a tão propagada e pouco vivenciada qualidade de ensino.
     Primeiro princípio: Compreender que a vida é um constante ato de aprendizagem. Se há a vida na escola, há também a escola da vida. Com o advento da multimídia e da cibernética o mundo está ficando cada vez menor e mais desafiador. Desta forma nunca deve haver um buraco negro entre vida e escola, entre teoria e prática, entre o que está nos livros e o que está nos jornais. O professor deve ter capacidade de propiciar ao aluno capacidade de pensar crítica e criativamente a realidade. Aprendendo a arte de pensar, o aluno cria a possibilidade de descobrir novos saberes. Não fica apenas na memória acumulada. Produz novos conhecimentos. O educador que compreende esse princípio pode dizer como Edgar Morin: “Uma cabeça bem feita vale mais que uma cabeça cheia”.
     Segundo princípio: Saber que a aprendizagem é um esforço reconstrutivo pessoal. O professor nunca é dispensado, conforme nos mostrou “O mundo de Sofia”. Porém é o aluno que, de forma contínua, constrói o conhecimento. Este processo tem duas dimensões: a dimensão do prazer e a dimensão da dor. Aprendemos o saber quando ele tem sabor. Mas também há aprendizagens profundas que nos dilaceram as entranhas. Concordo com um adágio popular que diz: “Ostra feliz não produz pérola”.
     Terceiro princípio: Entender que, diferentemente dos velhos paradigmas conteudistas, que enfocavam apenas o coeficiente de inteligência, os novos paradigmas didáticos devem enfocar a integralidade da razão/emoção, e da realização pessoal/social do aluno. Isto exige do educador uma didática que esteja voltada para uma visão holística, para as múltiplas inteligências, para a integração de conhecimentos e para a transdisciplinaridade. O educador que entende esse princípio sabe que bom professor não é o que produz alunos, mas o que produz mestres.
     Pensar a DIDÁTICA como arte é pensar que em cada aluno existe uma beleza adormecida. O educador, assim, trabalha para que a beleza surja, da mesma forma que do trabalho artístico de Michelangelo, saiu Moisés, a ponto de o mestre dizer para sua obra esplendorosa: “Parla, Parla”.
     Está certo Rubem Alves: “As inteligências dormem. Inúteis são todas as tentativas de acordá-las por meio da força e das ameaças. As inteligências só entendem os argumentos do desejo: elas são ferramentas e brinquedos do desejo”.
Carlos Alberto Rodrigues Alves,
Conselheiro do Conselho Estadual de Educação.
Endereço eletrônico: carlosalves@bbs2.sul.com.br

VOCÊ CONCORDA?

Ser professor(a)

Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos,
ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a 
vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes,
que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao 
conviver com tantas performances.
Somos médicos,
ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família,
pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos,
ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros,
ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos,
ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem 
sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada 
profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, 
ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, 
é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência,
não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando,
Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.


Soraia Aparecida de Oliveira,
professora do Ensino Fundamental,
Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.
Endereço eletrônico: soraiaprof@hotmail.com
Artigo publicado na edição nº 350, setembro de 2004, página 21, jornal Mundo Jovem.

O QUE É SER PROFESSOR?




Certa vez me foi indagado sobre "o que é ser Professor". Sendo assim resolvi criar este Blog para compartilhar a minha visão deste Ser extraordinário que se personifica nos indivíduos que elegem como sua maior prioridade a edificação de uma sociedade mais justa e de um mundo melhor.
O sentido de ser professor foi se revelando a mim ao longo da minha vida.
No caminho que percorri até aqui vivi algumas experiências que moldaram a minha personalidade, embora eu nunca tenha me distanciado dos sonhos e do menino, que ainda hoje, com 45 anos de idade, habita em mim.
Vejo o professor por uma ótica utópica porque pra mim: ensinar, mediar, transmitir, compartilhar ou educar, é algo que vai muito além dos limites da formalidade.
Ser professor é se encaixar no tempo e no espaço, é viver a contemporaneidade respeitando a história individual e o contexto sócio cultural de cada um.
É se despir dos preconceitos e fazer do seu cotidiano sua aprendizagem, é estar consciente do quanto pode aprender com seus alunos.
Ser professor não é profissão, é uma missão, é caminhar sempre de frente para o sol e nunca permitir que sua sombra lhe guie, o afastando do seu objetivo maior, a educação. Mas esse é o meu ponto de vista que procuro expor através destas palavras, então, faço deste blog um espaço de pesquisa e manifestações a respeito da questão:
“ O que é ser Professor?”

William Manhães
Professor de Artes

domingo, 13 de março de 2011

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — UERN
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação— PROEG
Setor de Programas Formativos
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência — PIBID
Comissão Organizadora
AnadjaMarilda Gomez Braz
Coordenação
Adriano Cavalcante Silva
Matemática
Alaíde Angélica de Menezes Cabral Carvalho
Letras
Francisco Pereira de Souza
Filofofia
Heluziane Lucena do Nascimento
Física
Kennedy Domingos de Carvalho
Ciências Biológicas
Luan Duarte de Souza
Química
Tayryne Alanna Vidal Oliveira
Física
Lidiane Cristina de Santana
Secretária
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS—C. Central
Coord.: Maria da Conceição V. Almeida
FILOSOFIA—CAS
Coord.: José Francisco das Chagas Souza
FÍSICA—C. Central
Coord.: Carlos Antônio Lopes Ruiz
LETRAS—CAMEAM
Coord.: Maria de Fátima de C. Dantas
MATEMÁTICA—C. Central
Coord.: Maria do Socorro Aragão Pain
QUÍMICA—C. Central
Coord.: Antônio Gautier Farias Falconieri
Cursos de Graduação que Desenvolvem o PIBID na UERN


Apresentação
O I Seminário Avaliativo do Programa Insti-tucional de Bolsa de Iniciação à Docência da UERN consiste em uma ação avaliativa sobre as atividades de formação docente que vêm sendo desenvolvidas nesse período de dez meses do Programa.
O objetivo é socializar saberes, experiências, descobertas, dificuldades e avanços na formação inicial do professor, vivenciados entre Coordena-dores, Supervisores, Alunos de iniciação à do-cência, Gestores Acadêmicos e Escolares, com o propósito de potencializar repertórios conceitu-ais, didáticos e pedagógicos inerentes ao exercí-cio da profissão docente.
É nessa perspectiva que docentes, discentes e gestores do PIBID/UERN, juntamente com pro-fessores convidados de outras IPES, irão parti-lhar suas práxis pedagógicas, através de Palestra, Mesas Redondas, Comunicação Oral, Salas de Conversas e Painel Formativo.
Programação
Palestra: Formação Profissional e Atividade Docente
Prof. Júlio Ribeiro Soares (UERN)
Local: FAFIC. 8:30hs as 9:30hs.
Intervalo: 9hs as 10hs.
Mesa Redonda: Caracterização da Gestão Escolar e da Atua-ção Docente no ensino médio
Grupos de Pesquisa: MBF-1, MBQF-1, BQ -1, F-1, L-1
Coord.: Profº Carlos Antonio Lopes Ruiz
Local: FAFIC. 10hs as 12hs.
Almoço. 12hs as 14hs.
Salas de Conversas: Experiências Interinstitucionais com o PIBID.
Profº Wictor Carlos Magno (UFRPE);
Profª Márcia Goretti Lima Silva (UFRN);
Profª Giselle Costa de Sousa (UFRN);
Profª Raquel Crosara Maia Leite (UFC);
Profº Clévio de Carvalho Lourenço (UFRN);
Profª Maria da Penha Casado (UFRN);
Coordenação: Profº Coord. de Área do PIBID/UERN.
Local: FE. 14hs as 17:30hs.
Dia 18/03/2011
Painel Formativo: Colaborações dos Supervisores para For-mação Inicial da Docência.
Profº Maria Veras de Lima Barros;
Profº Lindemberg Ventura de Sousa;
Profº Odaivo de Freitas Soares;
Profª Andrea Bezerra dos Santos;
Profª Sueny Nóbrega Soares;
Profª Maria Clivoneide de Freitas Freire;
Coord.: Profº José Francisco das Chagas Souza.
Local: FAFIC. 7hs as 9hs.
Intervalo. 9hs as 9:30hs.
Mesa Redonda: Perspectivas Didáticas para as Áreas de Conhecimentos.
Profº Carlos Antonio Lopes Ruiz (Física);
Profº Antonio Gauthier Farias Falconieri (Química);
Profº Maria do Socorro Aragão Pain (Matemática);
Profª Maria da Conceição Vieira de Almeida (Biologia);
Profº José Francisco das Chagas Souza (Filosofia);
Profº Mª de Fátima de Carvalho Dantas (Letras);
Coord.: Profª Maria Helena de Freitas
Local: FAFIC. 9:30hs as 12hs.
Almoço. 12hs as 13:30hs.
Comunicação Oral: Caracterização dos Alunos do Ensino Médio.
Grupos: MBF-2, MF-7, MQBF-5, MQBF-6, BQ-3, L-3.
Coord.: Profª Maria da Conceição Vieira de Almeida.
Grupos: MBF-3, MQBF-2, MQF-7, BQ-2, BQ-4, L-4.
Coord.: Profª Maria do Socorro Aragão Pain
Grupos: MBF-4, MQBF–3, MQF-8, F-2.
Coord.: Profª Maria de Fátima de Carvalho Dantas
Grupos: MBF-5, MF-6, MQBF-4, MQF-9, F-3, L-2.
Coord.: Profº Antonio Gauthier Farias Falconieri.
Local: FE. 13:30hs as 15:30hs.
Encerramento: Perspectivas Formativas do PIBID/UERN para 2011.
Coordenação: Profª Anadja Braz.
Local: FAFIC. 15:30hs as 17hs.
Dia 17/03/2011
Credenciamento
Local: FAFIC. 7hs as 8hs.
Momento Artístico Cultural - Abertura
Local: FAFIC. 8hs as 8:30hs.