quarta-feira, 18 de maio de 2011

Depoimento de professora silencia deputados

Depoimento de professora silencia deputados

Na Audiência Pública sobre o cenário atual da educação no Rio Grande do Norte, o discurso da professora Amanda Gurgel ressoa o apelo de tantos outros educadores brasileiros. Esta é apenas uma parte transcrita do que ela falou: "São tantas questões a serem colocadas e tantas angústias do dia a dia, de quem está em sala de aula, de quem está em escola que eu queria, pelo menos, sintetizar minimamente essas angústias. Mas, também, como as pessoas apresentam muitos números e, como sempre colocam 'os números são irrefutáveis', eu gostaria também de apresentar um número pra iniciar a minha fala que é um número composto por três algarismos, apenas. Bem diferente dos outros que são apresentados aqui, com tantos algarismos, que é o número do meu salário: um 9 (nove), um 3 (três) e um 0 (zero). Meu salário base: R$930,00. [...] Eu gostaria de fazer uma pergunta a todos e a todas que estão aqui: se vocês conseguiriam, mas respondam se não ficarem constrangidos, obviamente. Conseguiriam sobreviver ou manter o padrão de vida que mantém com este salário? Não conseguiriam. Certamente, esse salário não é suficiente para pagar nem a indumentária que os senhores e as senhoras utilizam pra poder frequentar esta casa, aqui. Não é? Então, a minha fala não poderia partir de um ponto diferente desse. Porque só quem está em sala de aula, só quem está pegando três ônibus por dia pra poder chegar ao seu local de trabalho, ônibus precário, inclusive, é quem pode falar com propriedade sobre isso. Fora isso, qualquer colocação que seja feita aqui, qualquer consideração que seja feita aqui, é apenas para mascarar uma verdade visível a todo mundo, que é o fato de que, em nenhum momento, em nenhum governo, em nenhum momento que nós tivemos em nosso estado, na nossa cidade, no nosso país, a educação foi uma prioridade. Em nenhum momento."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MARVIN


TITÃS

Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro, era um grande coração
Ganhava a vida com muito suor
Mas mesmo assim não podia ser pior
Pouco dinheiro para poder pagar
Todas as contas e despesas do lar
Mas Deus quis vê-lo no chão
Com as mãos levantadas pro céu
Implorando perdão
Chorei, meu pai disse “Boa Sorte”,
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse
Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar ai fazer sofrer.
Três dias depois de morrer
Meu pai eu queria saber
Mas não botava o pé na escola
Mamãe lembrava disso a toda hora
Todo dia antes do sol sair
Eu trabalhava sem me distrair
Às vezes acho que não ai dar pé
Eu queria fugir, mas onde eu estiver
Eu sei muito bem o que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer
Ele disse
Marvin, a vida é pra valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor.
E então um dia uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho de um ano inteiro
E aos treze anos de idade eu sentia
Todo o peso do mundo em minhas costas
Eu queria jogar, mas perdi a aposta.
Trabalhava feito um burro nos campos
Só via carne se roubasse um frango
Meu pai cuidava de toda família
Sem perceber segui a mesma trilha
Toda noite minha mãe orava
Deus, era em nome da fome que eu roubava
Dez anos passaram, cresceram meus irmãos
E os anjos levaram minha mãe pelas mãos
Chorei, meu pai disse  “Boa Sorte”,
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
Marvin, agora é só você.

PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO
CANTANDO TAMBÉM SE APRENDE 
1    APRESENTAÇÃO
            Para educar, necessitamos de um suporte que vá muito além dos significados particulares das diferentes disciplinas. Isso será possível se unirmos teorias explicativas á atitudes éticas que possibilitem uma reflexão sobre as necessidades de aprendizagem das crianças, razão pela qual nos utilizamos de estratégias, habilidades e procedimentos que propiciem esforço por parte dos professores em motivá-los ao ato de leitura e escrita que os permitam vivenciar um contexto de sala de aula em consonância com as práticas sociais.
            Consciente de que a função social da leitura e da escrita na atual sociedade não é só decifrar signos lingüísticos, nosso trabalho sobre Brincadeiras Cantadas, tem a finalidade se situar os alunos no mundo do letramento través do lúdico, apresentando suporte de leitura significativa, atribuindo um caráter de sentido de valor para as habilidades relacionadas à língua portuguesa, bem como, a todo o Sistema de Escrita Alfabética.
            Convém ressaltar que, o projeto aqui desenvolvido, reforça a atitude de práticas inovadoras no tratamento do ler e do escrever, reforçando a expressão oral, como forma de extensão da aprendizagem na vida das crianças, para que as mesmas percebam a leitura como algo prazeroso e necessário, longe das práticas autoritárias do saber, mas, como construção para o alcance do conhecimento individual e coletivo.             
      
2. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA E DA TURMA
2.1.Dados da Escola:
2.2. Dados da Turma:
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Como base didática, nos orientamos em estudiosos no campo da alfabetização e da lingüística como Cagliari(2003), que trata da natureza da leitura, da escrita e suas funções; Geraldi (1999), mostrando práticas de sala de aula, sobre produção textual na escola; Freire (1982) que nos forneceu embasamento sobre o ato de ler e sua condição sóciopolítico perante o ato de educar.
Outro respaldo que nos norteou durante este trabalho foi o Parâmetro Curricular de Língua Portuguesa (1997), e os Fascículos 1 e 5 de Alfabetização e Linguagem – Pró- Letramento (2007).
Buscamos orientações que permeassem nosso conhecimento sistematizado e articulasse nossa prática de sala de aula junto aos alfabetizadores.
4. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA
4.1. OBJETIVOS:
 Estimular reflexão sobre a linguagem musical com base nas brincadeiras    
   cantadas;
● Desenvolver a leitura, a escrita e a oralidade;
● Explorar o conhecimento prévio das crianças sobre a cultura popular de  
   nossa cidade e região;
● Trabalhar a ortografia das letras, palavras e frases.
4.2. TEMPO ESTIMADO:
 3 (três) semanas – 15 dias letivos
4.3 DESENVOLVIMENTO
● 1ª ETAPA:
            Selecionar brincadeiras cantadas que estimulem as crianças, pelo ritmo e sonoridade da letra. Colocar dispostos em um cartaz ou quadro – negro o nome das principais cantigas, e pedir que as crianças leiam sozinhas, ou com ajuda do professor para que as mesmas tomem conhecimento sobre quais temas são tratados nas cantigas trabalhadas.
● 2ª ETAPA:
            Conversar com as crianças sobre as cantigas ouvidas em diferentes épocas históricas. Colocar algumas cantigas no aparelho de som para que as crianças ouçam e façam suas próprias escolhas.
● 3ª ETAPA:
            Estimular a escolha das mais ouvidas ou que as crianças mais gostam. Trabalhar os temas das músicas, e explorar tipos de letras (de fôrma e cursiva), e a forma gráfica das palavras (maiúsculas e minúsculas).
● 4ª ETAPA:
            Após o trabalho de leitura e escrita realizar produção de texto em forma de escrita, ou de desenho, explorando o imaginário das crianças.
SUGESTÃO: Durante essa abordagem, é importante que o professor forme grupos, duplas ou trabalhe no coletivo, atentando para a verificação da oralidade (pronúncia correta das palavras).
● 5ª ETAPA
            Promover a leitura de rimas ou repetições de melodia (gato, tô, tô, tô...), bem como a produção de um novo vocabulário, através do uso do dicionário ou outro instrumento de pesquisa apropriado a natureza  alfabética do sistema de escrita.
4.4. PRODUTO FINAL

            Elaboração de um mini-caderno contendo produção textual em forma de escrita, desenho e pintura, feita pelos alunos sobre a orientação da professora.
4.5. MATERIAL NECESSÁRIO
 CDs com brincadeiras cantadas;
● Cartaz com a letra das músicas;
● Papel oficio;
● Lápis colorido;
● Lápis grafite.
5. AVALIAÇÃO
         Analisar o nível de aprendizagem das crianças após a conclusão, atentando para as hipóteses de leitura, escrita e oralidade. O que mudou? O que precisa ser melhorado? Quais habilidades e competências precisam ser retomadas?
6. CONCLUSÃO
         A leitura é vista como um ato emancipatório do conhecimento do ser humano perante o mundo.
            Para que haja uma possibilidade de intervenção nas atividades de leitura, escrita e oralidade nas salas de aula de alfabetização, especificamente no 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Francisca Serafim de Souza no município de Porto do Mangue/RN, far-se-á necessário uma tomada de decisão na Proposta Pedagógica Curricular desta Instituição, verificando-se os aspectos cognitivos, emocional, familiar e social das crianças, que possam alterar o nível de entendimento entre a escola e a família.         
            Serão necessárias ações democráticas por parte da gestão escolar em relação ao trabalho docente privilegiando a formação continuada dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental, que respaldará num ensino de qualidade e na formação de cidadãos autônomos e participativos perante a atual sociedade.
            Para isso será necessária nos utilizarmos de práticas diversas que torno o ato de leitura como atividade dinâmica e interativa entre a escola e a vida. 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL – Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Volume 2. Brasília, MEC/SEEF, 1997.
BRAIT, Beth. Língua e Linguagem.  2 edição, Ática. São Paulo: 2002
BRITO, Gilson. A canção do Aratatá. Escola. São Paulo: nº 126, p. 28. Ano XIV. Outubro 1999.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. 10 edição Scipione. São Paulo: 1997.
FREIRE, Paulo. O ato de ler: em três artigos que se completam.31 ed. São Paulo: Cortez, 1997   
mariadantas.spaceblog.com.br/.../PROJETO-DIDATICO/ -

sábado, 14 de maio de 2011

POLÊMICA: FALAR CERTO OU ERRADO

BRASÍLIA - O Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), distribuiu a cerca de 485 mil estudantes jovens e adultos do ensino fundamental e médio uma publicação que faz uma defesa do uso da língua popular, ainda que com incorreções. Para os autores do livro, deve ser alterado o conceito de se falar certo ou errado para o que é adequado ou inadequado. Exemplo: "Posso falar 'os livro'?' Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico" - diz um dos trechos da obra "Por uma vida melhor", da coleção "Viver, aprender".
Outras frases citadas e consideradas válidas são "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe". Uma das autoras do livro, Heloisa Ramos afirmou, em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo, que não se aprende a língua portuguesa decorando regras ou procurando palavras corretas em dicionários.
- O ensino que a gente defende é um ensino bastante plural, com diferentes gêneros textuais, com diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça - disse Heloisa Ramos.
Em nota encaminhada ao "Jornal Nacional", o Ministério da Educação informou que a norma culta da língua será sempre a exigida nas provas e avaliações, mas que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. O propósito também, segundo o MEC, é discutir o mito de que há apenas uma forma de se falar corretamente. Ainda segundo o ministério, a escrita deve ser o espelho da fala.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

A avaliação vista de maneira contínua e sistemática implica em bons resultados

O resultado positivo mediante os objetivos propostos norteia o perfil profissional de todo educador. Ele se propõe a estabelecer uma estreita ligação entre os educandos de modo que esses apreendam os conteúdos de forma satisfatória. 

Todavia, como nem tudo é realizado de forma homogênea, existe este ou aquele aluno que não consegue superar as expectativas apresentadas. É chegado, portanto, o momento de o educador rever suas técnicas de aplicação no que se refere à didática aplicada, avaliar a relação dentro do contexto de sala de aula, entre outras medidas. 

Um fator recorrente de extrema relevância nesta tarefa é partir do princípio de que o aluno sempre deve ser visto como um “todo”, ou seja, ele é fruto, antes de tudo, de um convívio familiar, de um círculo de amizades, para depois tornar-se alguém que se propõe a receber a educação formal. 

Em virtude disso, o ato de avaliar torna-se muito mais complexo do que realmente parece, pois é por meio desse que o educador se norteará no propósito de traçar suas metas rumo ao sucesso almejado. 

Para isto, torna-se imprescindível que o educador faça o uso correto desta ferramenta, afim de que a mesma não se torne instrumento de punição e nem seja algo de caráter desclassificatório, mas sim como uma análise do desempenho em relação ao ensino X aprendizagem. 

De posse de todo esse procedimento em relação ao conceito sobre a avaliação, uma vez que esta representa um processo contínuo e sistemático, resta-nos entender um pouco mais sobre as modalidades em que os objetivos deverão ser aplicados. 

Para tal, discutiremos sobre a avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa, respectivamente: 

A avaliação Diagnóstica se dá num primeiro estágio mediante o contato estabelecido entre Educador X Educando, ou seja, ele avaliará o nível de conhecimento da turma em relação a conteúdos já ministrados, isto é, se possuem os pré-requisitos para a aquisição de novos conhecimentos, e o que é mais importante, se possuem aptidão para dominá-los posteriormente. Esse procedimento facilitará os caminhos a serem traçados pelo educador no objetivo de atingir os objetivos propostos. 

A Formativa é aquela que, como o próprio nome já diz, faz parte da proposta pedagógica de toda instituição de ensino, a qual pauta-se por avaliar o nível de rendimento dos alunos frente aos conteúdos ministrados. 

Desta feita, é de extrema importância que o educador não procure estigmatizar aqueles que não alcançaram a meta desejada, e sim procure detectar as possíveis “falhas”, oferecendo-lhes oportunidades de crescimento. 

A outra é a chamada Somativa, de caráter classificatório, onde serão computados todos os resultados referentes ao ano letivo em relação ao nível de aprendizagem, consistindo, portanto, na promoção ou não, para as séries vindouras.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola



A linguagem brasileira

Nossa língua é um legado de diversidades múltiplas de linguagem e é dividida em duas partes: a fala e a escrita.

A princípio se definiu a fala como individual, algo próprio, passível de ser moldada, de acordo com os grupos lingüísticos.

 Já a escrita é social, a fim de termos uma convenção ao escrevermos, algo que será compreendido ao ser lido em todo âmbito social em que a língua é falada. No entanto, com o passar dos anos, falamos de discursos e tipologia de discurso, ou seja, dos tipos de comunicação existentes. 
Há tipos de discurso para todas as ocasiões: para conversas formais e informais, com os colegas de sala, com os pais, msn, orkut.

Não falamos com o nosso professor assim como falamos com nosso pai, como também não vamos escrever uma carta a um amigo do mesmo modo que se fôssemos escrever ao presidente. 
A linguagem dos internautas está sendo inserida nas salas de aula, porém de forma errônea, nas redações, por exemplo. Por isso, é tão importante trabalhar em sala os discursos lingüísticos, para que o jovem saiba que há meios sociais adequados para cada tipo de linguagem.

Ainda temos outra gama de conhecimento quando se trata da linguagem não-verbal: os quadrinhos, charges, gráficos, símbolos, arte, os gestos. A linguagem não verbalizada nos diz muito do que acontece em nosso meio social, principalmente através da mídia. Além disso, temos a combinação da linguagem verbal e não-verbal, que resulta na linguagem verbo-visual, muito utilizada pelos publicitários, os quais ao mesmo tempo trazem uma mensagem escrita, juntamente com o chamativo das cores e formas da imagem.

 É importante trabalhar o texto não-verbal em sala de aula, para os alunos desenvolverem a crítica a respeito da linguagem subliminar existente nesse tipo de discurso, utilizado além da mídia, também pela política. 
Os surdos-mudos utilizam a linguagem dos gestos e é fundamental a eles, já que é sua própria fala. Utilizamos o gesto também como complemento da nossa fala.

Logo, a língua portuguesa é a própria essência de quem somos, já que está a nossa volta a todo tempo e lugar e é necessário trabalhar os vários tipos de linguagem pra que possamos, dessa forma, desenvolver cidadãos reflexivos e críticos de sua própria realidade.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola